terça-feira, agosto 05, 2008


Tudo sempre pode ser um pouco melhor
Se as coisas são ruins, melhor não tê-las
Viver o tempo todo esperando o pior
É a meta pra quem quer ser mais ou menos
Dizer não vai dar certo
É só sentar e esperar
E o tempo vai premiar os vencedores
Então sentem e esperem todos
Porque eu acho que as coisas serão melhores pra mim
Acho que as coisas serão melhores pra mim
As coisas serão melhores pra mim
Se eu não quiser nada mais ou menos


Acabou La Tequila - Mais ou Menos

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Filosofia de vida.

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postado por Rodrigo às 5:49 PM |


quinta-feira, julho 10, 2008


Hole rolou uma PUTA saudade.

A Globo exibiu um programa especial sobre os Mamonas Assassinas. Nada de muito diferente do que sempre fazem, de falar da trajetória deles e de como tudo foi tão rápido. De novo, dessa vez, apenas as declarações do Rick Bonadio, produtor deles, do Eduardo Bueno, que os biografou e do Rafael Baba Cósmica e do seu pai, que na época era diretor da EMI (se não me engano) e não gostou da fita deles. Só foram fazer sucesso porque o Rafael, retardado desde pequeno, ouviu e gostou.

Não vou me alongar sobre o programa.
Mas comecei a relembrar de várias coisas à medida que as cenas iam passando.

Lembro bem da primeira vez que vi o cd pra vender. Foi numa loja no shopping aqui da Ilha, a música ainda não estava estourada nas rádios. Peguei a capa, olhei, mostrei pro meu pai e falei "que ridículo!". Dias depois estava eu cantando "Vira, Vira"...

Isso foi em 1995. Um ano conturbado pra mim.
Fiquei viciado na banda, como 90% do Brasil, mas meu pai não me deixava comprar o cd. Dizia que era uma coisa passageira e de baixo nível... que em pouco tempo eu não gostaria mais e ele gastaria dinheiro a toa. Fiquei meses pedindo a porra do cd e nada.
Aí meu pai teve um enfarto. Eu entrei em pânico. Quem me conhece sabe que, apesar das discussões gigantescas, a ligação com meu pai é enorme. E naquela época eu ainda não tinha essas discussões... então dá pra imaginar o estado que fiquei.
Minha irmã tinha pouco mais de 1 ano e mesmo não entendendo direito as coisas, a gente teve um cuidado grande com ela.

Meu pai ficou mais de uma semana internado. Num dos dias que fui visitá-lo, ele estava querendo ver um jogo do Botafogo e o enfermeiro não deixou, dizendo que futebol é emoção forte demais pra quem tinha tido um problema cardíaco. No final do ano eu estava chorando pelo título brasileiro conquistado pelo Glorioso.
Nesse mesmo dia, quando eu estava indo embora da clínica, ele virou e falou "pode comprar o cd dos Mamonas". Saí de lá e fui direto com minha mãe comprar.

Ouvia todos os dias. Sempre que apareciam na tv eu assistia. Morria de rir com aquele bando de retardado. Chegaram a fazer um show aqui na Ilha, no estádio da Portuguesa, mas meu pai não me deixou ir pelo tumulto. E realmente foi um inferno.

Aí, meses depois, acordo num domingo com minha mãe falando "os mamonas morreram".
Na hora tive a mesma reação do ano anterior, quando acordei e vi o carro do Senna todo fudido no muro, e o Galvão com voz de enterro. Fiquei estático, sem pensar em nada. Nada mesmo.
Mas depois mudou. Eu não gostava do Senna. Sou fã do Piquet (não que eu tenha ficado feliz com o empacotamento precoce dele). Dos Mamonas eu gostava. Pra caralho!
Fiquei triste... mas acho que a ficha só foi cair mesmo no dia seguinte, na escola, quando vi todo mundo mal. Não tinha uma pessoa sequer rindo no dia.
Ninguém prestou atenção direito nas aulas. E nem os proessores fizeram questão de nos cobrar tanto. O recreio foi a coisa mais depressiva da história. Isso num colégio que sempre tinha alguma merda no recreio...

Ídolos morrem. São gente também. Mas com eles foi diferente.
Até hoje quando vejo algo relacionado a eles na televisão, tenho uma sensação estranha. É uma mistura de achar que a morte deles não aconteceu... e achar que eles nem existiram de verdade, tamanho era o deboxe, o sarcasmo e a sacanagem nas suas letras.

Eles eram o que todo muleque de 14 anos queria ser. E não tinha coragem pra ser.

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postado por Rodrigo às 9:26 PM |


terça-feira, julho 08, 2008


Eu não sou aquele tipo de pessoa que fala que quer a "minha antiga MTV de volta".
Claro que eu preferia que ela exibisse mais clips do que vem exibindo, mas, no geral, a programação até que anda agradável.

E entre os destaques, está o sempre engraçado Marcos Mion. Num de seus programas ele repete o clássico quadro de falar mal de clips toscos, originário do seu antigo programa "Piores Clips do Mundo". E o de hoje foi um dos mais engraçados que vi, desde a eterna zuação aos clips do Supla.

Alguém conhece uma banda de rock-farofa-poser-hairmetal-glam-viadinho chamada Nelson? Caso não conheçam, não perdem nada. Caso conheçam... com certeza já sacanearam bastante os clips deles.

A banda é RUIM. Mas não ruim tipo Poison.... é ruim tipo.. tipo... tipo Nelson mesmo. Eu até gosto de algumas coisas desse rock n' roll farofa dos anos 80. O Guns N' Roses começou assim. Bon Jovi era legal. Adoro Whitesnake e várias outras bandas tem inúmeras músicas legais. Como um amigo meu diz, essas bandas trouxeram algo maior pros shows de rock, que era muito restrito apenas ao som. A parte visual, de espetáculo mesmo (às vezes altamente exagerado), foi uma contribuição enorme deixada por elas.

Mas no caso do Nelson, é tudo grandiosamente exagerado e viado DEMAIS. É tosco e ruim DEMAIS. Os dois irmãos parecem barbies ou coelhinhas de playboy. São duas gazelas que cantam e tocam mal. Não consigo me lembrar de uma música dele(a)s que presta.


Caso queiram se divertir, vejam essa desgraça:

http://www.youtube.com/watch?v=2se0jXJj4_4


(o código pra colocar a janelinha do youtube aqui não tá disponível... então vai assim mesmo)


Já foi visualizado 127.962 vezes! E tem 294 comentários!!
Quanta gente com mau gosto...

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postado por Rodrigo às 6:46 PM |


terça-feira, junho 24, 2008


A coisa tá feia pra dona Amy Winehouse. A especialização dela em alcançar o fundo do poço e, ao chegar lá, cavar mais fundo ainda, anda acabando com a carreira dela (sem trocadilho).

É uma pena. A inglesa é altamente talentosa.
Hoje saiu no Globo a resenha do primeiro cd dela, que só foi lançado oficialmente no Brasil agora. Já tenho esse e o segundo há bastante tempo e chega a ser triste ver o nível de decadência que ela está atingindo.

Há pouco tempo falei aqui que acho uma palhaçada essa perseguição da mídia sobre as personalidades polêmicas. A Britney quer sair sem calcinha? Deixa a menina. A Amy quer aparecer em público com um pó branco vazando da narina? Azar o dela. A Lindsay Lohan foi internada pra parar de encher o focinho? E daí... mais da metade das fãs dela faz isso e não é por influência da mídia.
Elas são pessoas normais, de vinte e poucos anos de idade, fazendo suas merdas. Que nós também fazemos. A diferença é que elas têm grana pra fazer num nível mais avançado.

Não concordo nem um pouco com essa de "ela é uma pessoa pública... tem que dar o exemplo!".
Exemplo é o caralho! Exemplo a gente tem (ou deveria) em casa. Se alguma pessoa realmente segue como exemplo uma personalidade, é sinal de cabeça fraca. E aí não é culpa da pessoa famosa em questão.

Não se faz mais ídolos como antigamente. Axl Rose é que era legal, que quebrava quartos de hotel e era preso por ter enfiado a porrada em alguém bêbado. Ou o Kurt, que foi um dos maiores anti-heróis do rock (e ninguém se matou como ele). Até a Courtney Love, que eu declaradamente não gosto, é mais autêntica que essa galera nova.
Ninguém fala mal de ninguém... todo mundo faz média. Acho que os últimos a quebrarem o pau em alto estilo em entrevistas, foram os irmãos Gallagher e o Damon Albarn, do Blur.
O rock está politicamente correto. E ele, definitivamente, NÃO tem que ser assim.

Apesar de tudo existe uma grande diferença entre a galera merdeira das antigas e a nova geração (em especial a sra. Winehouse): eles sabiam a hora de parar (salvo raras exceções).
O Guns quase acabou antes de ser O GUNS N' ROSES porque os integrantes estavam "dançando muito com o Mr. Bronwstone" (apelido delicado pra heroína). E o Ozzy? Ninguém representa melhor isso. Atualmente é caretão. Em nível nacional temos a Angela Rô-Rô que, há pouco tempo, disse em entrevista que praticamente todo mundo da galera dela tinha morrido. Mudou de hábitos e agora parece até gente.

Portanto, Amy, conselho de amigo: quer praticar karatê boliviano? Pratica. Mas vai com calma.
Ou se quiser se matar, se mata, infeliz... mas antes faz um show decente no Brasil porque eu gosto pra caralho da senhora.

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postado por Rodrigo às 9:59 AM |


segunda-feira, maio 26, 2008


Dificilmente um show me surpreende. A última vez que me lembro disso ter acontecido foi com o Mercury Rev, em Curitiba. Nunca tinha ouvido nada da banda. Fui pro festival no qual se apresentaram pra ver o Weezer e no dia seguinte teve o show dessa banda. Chamou-me demais a atenção, tanto pela parte sonora quanto pela parte visual do show. Música e imagens se completavam.
Isso foi em 2005. De lá pra cá, shows ótimos (e outros nem tanto), mas nada SURPREENDENTE mesmo.

Na última sexta isso mudou.
Vi o show do Teatro Mágico, no Circo Voador (circo.. teatro... hã-hã?). Tenho o primeiro cd do grupo, "Entrada para Raros", mas nunca tinha visto nada deles ao vivo.

Já começou interessante, com o vocalista declamando algumas coisas e executando músicas do cd novo, "O Segundo Ato". Daí em diante foi uma seqüência de músicas MUITO boas e de uma parte teatral e circense linda, com direito a palhaço, malabarismo, trapézio, brincadeiras com o público, cover de New Order, Portishead... e mais outra que não lembro agora.

A inteiração dos músicos com a platéia é outro ponto forte. Só vi algo semelhante nas dezenas de shows do Los Hermanos que assisti. Boa parte dos presentes sabia todas as letras e poemas, e acompanhavam cantando/declamando/gritando desesperadamente.

Saí de lá realmente feliz. É isso que o show deles proporciona: felicidade... vontade de viver bem... de estar com quem você gosta a sua volta. Tanto que estou fazendo propaganda deles desde sexta pra todo mundo que conheço.

Eles são uma espécie de Cirque du Soleil tupiniquim. Fiquei com essa impressão na minha cabeça, mas achei que pudesse ser exagero demais de alguém que virou mais fã do que já era. Mas ontem, conversando com uma amiga a respeito (e a convencendo a conhecer o grupo), ela mesma disse que, pelo que eu estava falando, eles eram "meio Cirque du Soleil". São isso mesmo. E, somado a isso, mpb, ritmos nordestinos e poesia, muita poesia.

Pra quem se interessar, no site deles dá pra baixar o primeiro cd e ter uma idéia melhor de tudo que falei.

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postado por Rodrigo às 11:30 AM |


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